Artigo - A importância da avaliação de segurança para o consumidor e para a indústria

Artigo - A importância da avaliação de segurança para o consumidor e para a indústria
Uma coisa é certa: cosméticos precisam ser seguros. Com os avanços nos estudos sobre anatomia e fisiologia da pele, o desenvolvimento e a comercialização de produtos andam a passos rápidos. E a segmentação também cresce: cosméticos dos mais diferentes perfis atendem necessidades de cuidados com bebês, crianças, adultos e idosos. Neste contexto, destaca-se a avaliação da segurança dos ingredientes como um processo fundamental na fabricação de novos produtos. 

A gestão de riscos e perigos envolvidos na formulação cosmética vai desde a avaliação individual das matérias primas até sua complexa interação no produto final. Essa verificação deve ser realizada em duas frentes: pelo zelo por parte da indústria na escolha de bons fornecedores de matérias primas, que providenciam certificados de análises que garantem que possíveis contaminantes estejam dentro dos limites atualmente aceitos, e pela constante atualização de limites e formas de uso de cada ingrediente e seus contaminantes por parte das agências reguladoras. 

Para a avaliação de segurança de um cosmético, é preciso ter dados robustos sobre os desfechos toxicológicos - por exemplo, sobre potencial alergênico -, assim como informações sobre vias de exposição, tempo de contato, forma de aplicação, públicos a serem atendidos e embalagem do produto.

O objetivo do trabalho da avaliação de segurança é auxiliar os formuladores, para que haja certeza sobre a qualidade da matéria prima e suas determinadas restrições, gerando assim economia de tempo e de custo de desenvolvimento. Dessa forma, o avaliador de segurança atua em conjunto com as áreas de Pesquisa & Desenvolvimento e também de Marketing, a fim de que todas as orientações ao consumidor sejam passadas da forma adequada nas campanhas publicitárias.

Para a indústria, o uso indiscriminado de alguns ingredientes pode gerar situações de imenso desgaste, como ocorre com os ingredientes conservantes. Um exemplo é a discussão envolvendo a utilização dos parabenos e o mote generalista "paraben free", que reforça uma possível crença do consumidor de que qualquer parabeno seria maléfico à saúde, o que não é verdade. Inclusive, tal crença acabou por gerar grande desconforto para os profissionais de formulação, com a substituição de boas matérias primas por outras com menor margem de segurança a fim de atender o mote "paraben free". Essa reação dos consumidores foi tão intensa que até hoje estamos colhendo os resultados dessas mudanças. Desta forma, é necessário sim, frear o uso indiscriminado de alguns ingredientes específicos englobados nesta classe, e ainda desmistificar essa questão de forma racional.

Em suma, a gestão de segurança do consumidor precisa ser completa e acompanhar todo o ciclo de vida do produto, abarcando a devida e criteriosa seleção de ingredientes, apelos, avaliação de segurança dos produtos, padrões de qualidade e estabelecimento de um sistema eficaz de cosmetovigilância. 


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