As 50 marcas de beleza mais valiosas do mundo segundo a Brand Finance

As 50 marcas de beleza mais valiosas do mundo segundo a Brand Finance
 consultoria britânica Brand Finance, especializada na valoração de marcas, divulgou o seu ranking com as marcas de beleza mais valiosa do mundo, o Cosmetics Brand Finance 50. Para chegar aos resultados a consultoria calcula os valores das marcas usando uma abordagem de Royalty Relief. Esta abordagem envolve estimar as vendas futuras prováveis atribuíveis a uma marca e o cálculo de uma taxa de royalty que seria cobrado pelo o uso dela, caso a empresa não fosse sua proprietária.

Mais uma vez, L'Oréal Paris desponta como a mais valiosa marca de cosméticos do mundo, com um aumento de 22% em relação ao valor atribuído à marca no ano anterior. Pela Brand Finance a marca vale US$ 13.7 bilhões, um recorde na indústria. Paralelamente, a marca L´Oréal (sem o Paris, tal qual a companhia usa para fins coorporativos) também foi eleita a marca mais forte do mercado, em outro estudo da Brand Finance, que estabeleceu um Índice de Força da Marca. Por esse ranking, os franceses ficaram na terceira posição, atrás apenas do conglomerado de mídia e entretenimento Disney e da fabricante de brinquedos Lego.

Os resultados deste ano mostram que as marcas baseadas fora dos Estados Unidos foram negativamente impactadas por variações cambiais das respectivas moedas frente ao dólar. Aliás, a grande maioria das marcas apresentou queda ou, quando muito, um leve crescimento em seus respectivos valores. 21 das cinquenta marcas mais valiosas são controladas por empresas norte-americanas. Os franceses somam 11 marcas.

 Ninguém sofreu mais com isso do que a brasileira Natura. A marca de venda direta gera 80% das suas vendas em reais e sofre com um cenário de recessão e inflação no Brasil, além da forte desvalorização do real frente ao dólar. Pelo ranking, a Natura perdeu 67% do valor da sua marca na comparação com o ano anterior, caindo da 14º para a 34º posição.

Outra empresa de venda direta, a norte-americana Avon, sofreu com uma forte queda. E, apesar de ter no Brasil o seu maior mercado, os problemas no seu mercado doméstico são igualmente responsáveis pela queda de 54%. Neste ano, a Avon separou a sua operação nos Estados Unidos e no Canadá em uma nova empresa, com um novo acionista majoritário.

Um dos poucos bons desempenhos do ano foi obtido pela marca de desodorantes masculinos da Unilever, Axe. Para a Brand Finance, o roll out da sua estratégia para mudar sua imagem de macho adolescente ao adotar nuances masculinas mais adultas. Em janeiro, a marca lançou em alguns países a campanha 'Encontre sua Mágica', que incentiva os homens a se libertarem de suposições sobre como devem se comportar e se expressar. Para a consultoria, essa é uma mensagem particularmente adequada para uma marca que busca redefinir-se.

O valor da marca Axe deu um salto de até 69%. Outras marcas da Unilever, muito fortes no Brasil, como Dove, Seda e Lux não tiveram a mesma sorte e apresentaram quedas acentuadas em seus respectivos valores. O mesmo se aplica a duas grandes marcas norte-americanas do segmento de cuidados com a pele no mercado de massa: Olay, da P&G e Neutrogena, da Johnson&Johnson. Se viu a sua maior marca de beleza cair da terceira para a sexta posição do ranking, com perda de 35% no valor da marca, a Johnson&Johnson tem motivos para comemorar. Das sete marcas que entraram no ranking pela primeira vez, três fazem parte do portfólio da companhia: Aveeno e Le Petit Marsellais (ambas não disponíveis no Brasil) e RoC, de dermocosméticos.

As 50 marcas de beleza mais valiosas do mundo