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A Cartier lança uma nova fragrância, La Panthere, com planos para fazer dela a mais vendida d\a empresa


A Pantera é o ícone da Catier, uma das mais importantes marcas do universo do luxo em todo o mundo. O animal marca presença em produtos e coleções de todas as diversas categorias de produto na qual a maison atua, exceto a de perfumaria. Por isso, o lançamento da fragrância La Panthere é tão emblemático para a marca e mereceu tanta atenção e dedicação em  seu planejamento.

Criado pela perfumista da Cartier, Mathilde Laurent, La Panthere é apresentado como um floral animal, com notas de flores e musk se equilibrando em um blend que mescla tradição e sensualidade.

Se as expectativas do vice-presidente da Cartier Parfums para as Américas, Paul Petit (foto), se confirmarem, em pouco tempo La Panthere deverá se tornar a principal franquia no portfólio da empresa. “Queremos que o negócio de La Panthere seja duas vezes e meia maior do que Baiser Volé, que é a nossa marca mais vendida hoje.” Lançado no meio de 2011, o próprio Baiser Volé suplantou as vendas do perfume masculino  Déclararation, que até então respondia por 50% das vendas de perfumes da empresa, contribuindo para um robusto crescimento de 25% nas vendas daquele ano.

No Brasil, o segundo maior mercado da América Latina para Cartier Parfums, depois da Colômbia, os objetivos que acompanham o lançamento de La Panthere não são menos ousados. “Com o La Panthere queremos atingir um novo mercado.” A marca quer dobrar suas vendas por aqui nos próximos dois anos. E para isso, terá que vencer alguns gargalos tradicionais do mercado de distribuição seletiva brasileira. O primeiro deles é a própria limitação de pontos de venda adequados para receber os perfumes da marca. Atualmente os perfumes de Cartier podem ser encontrados em cerca de 85 perfumarias. Globalmente, esse número gira ao redor das 10 mil lojas. “Eu não acredito que exista atualmente uma grande infraestrutura para os perfumes de prestígio. Mas a Sephora chegou há alguns anos, já está com nove lojas e acredito que devem chegar à dezessete pontos até o final do ano. Existem coisas interessantes que estão acontecendo aqui, mas, para uma marca como Cartier, ainda não existem tantas portas onde possamos vender nossos produtos.”

O outro desafio que Petit acredita que precisará ser vencido é o do posicionamento de preços. Tradicionalmente globais, as marcas de luxo são muito ciosas no sentido de tentar manter seus produtos em uma faixa de preço que não difira muito de um mercado para o outro. Nas suas boutiques, por exemplo, a Cartier fez um trabalho para aproximar, dentro do possível, um pouco mais os preços praticados aqui na comparação com o do mercado norte-americano. Mas, no mercado de perfumaria, onde o trabalho envolve um distribuidor, é mais difícil para a Cartier majorar esses preços. “Sabemos que muitas pessoas que podem comprar um perfume Cartier o fazem em Miami, onde a diferença de preço é bastante significativa.” Enquanto no Brasil, o La Panthere de 50 ml vai custar R$ 700,00, nos EUA o mesmo perfume sai por cerca de R$ 250,00. Para o executivo da Cartier o único jeito de lutar contra isso é apostar em serviços, novidades e inovações e educação dos consumidores.

Apesar dos desafios Paul Petit acredita no potencial do País e na sua importância estratégica para a marca como um todo. Mesmo com uma distribuição restrita, os perfumes oferecem à marca uma visibilidade muito mais ampla, permitindo também o acesso ao universo de Cartier para um número muito maior de pessoas. “Se alguém pode comprar, ao menos uma vez por ano um perfume Cartier, nós queremos estar lá para atender ele muito bem. Nós estamos aqui para ficar. Chegamos há  10 anos e estamos crescendo progressivamente”, conclui o executivo.

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