Especial Skincare - Preferências latinas

Euromonitor pontua os principais movimentos no consumo de beleza nos países da América do Sul, para que o empresariado saiba o que será tendência nos próximos anos
 

A consultoria britânica Euromonitor desenvolveu um relatório que destaca os principais movimentos observados no mercado de beleza em 2013, e quais serão as tendências em 2014, para quase todos os países da América, entre eles, o Brasil. A revista Atualidade Cosmética analisou as informações dos principais países da América do Sul e cruzou seus dados, identificando as tendências para os próximos anos nos principais mercados latinos.

Segundo o informe, a categoria de esmaltes vive seu momento de glória, principalmente nos mercados argentino e uruguaio. Na Argentina a febre do esmalte é tamanha que o produto já tomou o lugar do batom na preferências das mulheres; sendo que as marcas mais utilizadas são Maybelline, da francesa L’Oréal, e Avon. O mesmo fenômeno é visto no Uruguai, sendo que a indústria aproveita essa onda para desenvolver novas fórmulas, aumentar portfólio e criar propagandas atrativas; dessa forma, os uruguaios estão passando a enxergar os esmaltes não somente como um acessório, mas como uma forma de demonstrar seu estilo pessoal.
Outra categoria que assistiu a um boom nos últimos anos, porém nos países menos desenvolvidos do continente, foi a de higiene íntima. De acordo com a consultoria, mesmo crescendo sobre uma base baixa, a venda deste tipo de produto teve um aumento substancial na Bolívia, beneficiada, principalmente, pelas promoções e descontos promovidos pelas empresas de venda direta para divulgar a categoria, assim como pela maior disponibilidade deste tipo de produto no varejo. Já no Peru, 2013 foi o sétimo ano consecutivo que a categoria apresentou crescimento acima dos dois dígitos, sendo que a mola propulsora dessa performance tem sido o aumento de renda da população.

Ainda no universo feminino, os BB Creams já mostraram que vieram para ficar, oferecendo multifuncionalidade à rotina de beleza das mulheres de diversos países. Brasil, Colômbia e México são os que melhor aderiram à onda dos cremes que oferecem diversos benefícios em um só. No Brasil, apesar do custo mais elevado, o consumidor vê valor na praticidade e no custo-benefício, tendo em vista que se substitui um grupo de produtos por um só. Diversas empresas como Natura, L’Oréal, Avon e Vult Cosméticos já estão apostando na nova tendência, porém é previsto que outras mais entrem no mercado nos próximos anos. Já na Colômbia, é o novo perfil da mulher colombiana a pedra angular do crescimento das vendas deste tipo de produto. Inseridas cada vez mais no mercado de trabalho, as colombianas preferem produtos multifuncionais que facilitem seu dia a dia. O relatório ainda cita o México, dizendo que, desde que o primeiro BB Cream foi trazido pela L’Oréal em 2012, um grande número de marcas tem investido na oferta deste item.

Aspectos individuais
Já o comportamento do universo masculino tem sido um pouco mais heterogêneo entre os países, do que o feminino. O relatório enfatiza que os argentinos, por exemplo, ainda são muito resistentes à ideia dos rituais de beleza masculinos, o que os impede de utilizar algo que ultrapasse os limites do desodorante e dos itens para barbear. O padrão se repete no vizinho Uruguai, onde os produtos de higiene pessoal e cosméticos destinados ao público masculino têm apresentado crescimento insignificante. No extremo oposto, a vaidade brasileira vai além das mulheres e contamina os homens, fazendo com que a indústria lance desde itens para cabelos até linhas exclusivas de cuidados para pele.

Essa característica cultural do País faz com que a categoria de cuidados masculinos esteja na lista das que mais apresenta crescimento anualmente. Os homens peruanos também têm se mostrado mais abertos do que os argentinos. Campanhas publicitárias com celebridades nacionais e internacionais têm tido um papel importante na conquista do consumidor peruano, sendo que o foco da indústria neste país, para este público, têm sido os itens de tratamento capilar.
Em skincare, Chile e Uruguai são os países que mais têm demandado inovação e investimento das empresas do setor. No caso do primeiro, a ideia de saúde está diretamente associada à beleza que remete diretamente ao “parecer jovem”. Soma-se a isso o aumento de renda e o envelhecimento da população, culminando em um povo que demanda produtos anti-idade de alta performance. No Uruguai, a explosão de produtos que previnem e combatem os sinais do envelhecimento foi puxada, principalmente, pelo envelhecimento da população.

A maior disponibilidade de renda dos chilenos também foi positiva para o segmento de fragrâncias femininas premium. O relatório da consultoria ainda destaca que houve um êxodo de produtos premium da Argentina para o Chile, por conta da rígida política de importação imposta pelo atual governo argentino de Cristina Kirchner. O mercado venezuelano de perfumes premium – assim como o chileno – obteve uma boa performance; porém, ao contrário do Chile, esse crescimento não se deve a uma estabilidade política e econômica, mas sim ao fato de por não poderem pagar por itens de luxo mais caros, como carros e viagens, os venezuelanos apelam para pequenos luxos, como fragrâncias premium.

Outra categoria em que se observa mudanças substanciais em alguns países é a de tratamento capilar. Na Colômbia, a categoria tem evoluído e ofertando produtos ao consumidor que não oferecem somente limpeza, mas também reparo aos danos dos cabelos ou mesmo proteção anti-idade. Um processo semelhante acontece no Peru, onde a população tem deixado de lado o uso de produtos 2 em 1 e procurado produtos mais especializados e sofisticados. Já no México a questão é mais séria. Existe neste país uma crença cultural de que condicionador faz os cabelos caírem, e que mesmo os produtos de hidratação fazem mal para o cabelo. No ano passado, as associações mexicanas ligadas à indústria cosmética e diversas empresas que atuam no setor, como Procter&Gamble e Unilever, se uniram para lançar uma campanha para tentar minar as bases desse mito; porém, mesmo assim, a Euromonitor acredita que essa tentativa se mostrou frustrada.

Para ter acesso ao relatório completo da Euromonitor, clique aqui.

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