Mais de dois terços dos consumidores perderam renda devido à pandemia, segunda pesquisa

Mais de dois terços dos consumidores perderam renda devido à pandemia, segunda pesquisa

Entre os dias 5 e 12 de maio, a área de Experiência do Cliente da DMCard - operadora de cartões de crédito de private label para mais de 170 redes varejistas - realizou 15.010 entrevistas online com pessoas que são portadoras de cartão de crédito para uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor com suas finanças durante a pandemia.Todos os entrevistados fazem parte da base de usuários de algum cartão administrado pela DM Card, que incluem clientes de redes como Sonda (SP), BH Supermercados (MG) e Koch (SC)

O estudo apontou que 69% das pessoas tiveram algum tipo de perda financeira desde o início da quarentena e 62% acreditam que ainda vão enfrentar algum problema que as obrigará a atrasar o pagamento de suas contas.

Apenas 26% dos entrevistados afirmaram estar empregados formalmente, com registro em carteira profissional, e sem nenhum tipo de redução em seus ganhos, enquanto outros 15% tiveram redução de carga horária e, consequentemente, em seus rendimentos.

Em contrapartida, 12% dos entrevistadaos foram totalmente afastados do trabalho ou tiveram seus contratos interrompidos, enquanto outros 15% já entraram na pandemia desempregados. Os entrevistados aposentados são 10% dos respondentes e outros 21% são profissionais autônomos.

O auxílio emergencial de R$ 600 oferecido pelo governo foi buscado por 49% dos entrevistados. Considerando apenas esse grupo de respondentes, 31% deles já recebeu a primeira parcela; 33% não foram aprovados; outros 19% foram aprovados mas ainda não receberam e 17% ainda estão aguardando resposta.

Dentre os 51% que não entraram com o pedido, apenas 1% ainda tem a intenção de solicitar o auxílio. “A demora e problemas no pagamento dessa ajuda do governo tem reflexo direto no comportamento financeiro, principalmente no pagamento de dívidas e nas classes mais baixas, nas quais a prioridade é sempre o consumo alimentar”, destaca Sandra Castello, Diretora de Marketing e Pessoas da DMCard.

O estudo também avaliou o uso do cartão de bandeira própria das redes de supermercados pelos consumidores.

41% dos entrevistados afirmaram que um limite maior disponível em seu cartão private label os ajudaria neste momento de pandemia. E, em caso de atraso no pagamento especificamente da fatura desse cartão e posterior acordo, 45% prefere um desconto e pagar tudo de uma vez, 32% preferem um parcelamento da dívida e para 23% basta apenas um prazo maior para pagamento.


A primeira pergunta de toda a pesquisa era se as pessoas estavam bem de forma geral, sendo que 92% responderam positivamente. Também 92% responderam que, de alguma forma, respeitam o isolamento e 35% já conhecem alguém que foi contaminado pelo novo coronavírus.

Os entrevistados foram questionados sobre a quais dívidas dariam prioridade em caso de não terem dinheiro suficiente para pagamento em dia de todas elas. As contas de consumo como água, luz, telefone e internet ficaram em primeiro lugar, com 31% de percentual de lembrança. Em segundo lugar na prioridade dos consumidores pesquisados, está o cartão de crédito do supermercado, o private label, (29%) e, só então, o cartão de crédito tradicional (20%). Para a empresa, essa ordem de prioridade aponta para um consumidor que está preocupado em manter seu poder de compra, principalmente do que é essencial. “Além dessa percepção da importância e peso no orçamento entre os cartões de loja e o tradicional, há outro fenômeno importante de se observar, principalmente nas classes mais baixas, que é a atual dificuldade de se conseguir crédito na rede bancária. Com o atual cenário econômico a rede bancária acaba reduzindo sua aprovação e esse consumidor, muitas vezes ainda desbancarizado, acaba migrando para os cartões de loja”, acredita Sandra.

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