Sephora e Target indicam apoio à marcas de empreendedores negros nos EUA

Sephora e Target indicam apoio à marcas de empreendedores negros nos EUA

Uma pesquisa realizada pela empresa de inteligência de mercado Mintel apontou que quase nove em cada 10 jovens adultos negros norte-americanos dizem que compraram ou comprariam algo para sustentar um empresário que compartilhe da sua formação cultural.

No início de junho, a Sephora foi a primeira a assinar com a 15% Pledge, organização criada pela ativista Aurora James e que busca garantir mais espaço nas prateleiras dos varejistas norte-americanos para empresas de propriedade de pessoas negras. Agora, a varejista de beleza está comprometida publicamente em alocar pelo menos 15% de seu espaço de prateleira para produtos de marcas empreendedoras e empreendedores de cor. Para ajudar a atingir esse objetivo, a Sephora prometeu direcionar seu projeto de incubação de novas marcas Accelerate, nas mulheres de cor.

Já a Target, uma das maiores varejista de massa dos Estados Unidos, criou um logotipo para indicar marcas de propriedade de negros ou fundadas por negros na seção "Visão geral" na parte inferior da página de um produto. A Target também destaca as fundadoras da beleza feminina na página "Beleza para Todos" de seu site.

Para a analistas sênior de Lifestyle da Mintel, Kristen Boesel, isso mostra como a origem racial ou cultural pode influenciar as perspectivas e as decisões de compra. "Conversas recentes em torno do movimento Black Lives Matter chamaram a atenção para os desafios que  marcas e pequenas empresas de propriedade de negros enfrentam, e, agora, a demanda por oportunidades para apoiar a comunidade negra está aumentando entre consumidores de todas as origens", escreve em artigo a analista.

Para ela, Sephora e a Target deram passos positivos para destacar as marcas de propriedade de negros, mas podem mostrar um comprometimento ainda maior ao melhorar as funções de pesquisa em seus e-commerces. "Atualmente, os compradores online não conseguem pesquisar nos sites por marcas e produtos criado ou de propriedade de negros. Os compradores que já conhecem o nome de uma marca, como Fenty ou TPH by Taraji, podem navegar até esses produtos, mas as oportunidades de descoberta de novas marcas são limitadas", alerta a analista.

Para ela, agora é a hora de os varejistas de massa capacitarem todos os compradores a apoiar uma seleção mais ampla de marcas e negócios de propriedade de negros, expandindo o foco para categorias além da beleza.

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