Focus Group Packing Cosmetica: Mente e ouvidos abertos

Packing Cosmética conversa com consumidoras para saber como as embalagens de maquiagem podem ajudar ou atrapalhar na hora de uma aplicação, ou simplesmente no momento de carregá-las na bolsa     


Packing Cosmética conversou com jovens consumidoras de maquiagem para descobrir o que elas pensam sobre as embalagens dos produtos dessa categoria. Afinal, nada melhor do que saber a opinião de quem, de fato, compra os produtos de uma das categorias consideradas como queridinhas das mulheres. Os itens mais usados pelas entrevistadas – que têm entre 18 e 22 anos – são: primer, base, corretivo, pó compacto, iluminador, lápis de olho, máscara para cílios, batom, gloss e esmalte.
    
Para a estudante Esther Cazallas, a performance das embalagens de base, corretivo e delineador é primordial para o resultado final desses produtos. Ela destaca que já teve problemas com uma base (na qual a tampa não era firme e mal encaixava no frasco, fazendo o líquido derramar em sua bolsa); e com o aplicador de um delineador. Segunda ela, mesmo estes produtos sendo de qualidade, estas experiências com eles foram suficientes para que evitasse seu uso em uma nova oportunidade.
Esther também revelou que já comprou uma máscara para cílios pela atração exercida pela embalagem, mas não aprovou seu resultado. “Teve um rímel que tinha cara de ser muito bom e seu pincel parecia excelente. Mas aí ele grudou nos cílios, então parei de usar”, revive. O mesmo aconteceu com a também estudante Gabriela Ferreira Lopes de Oliveira, que, assim como Esther, comprou uma máscara atraída por sua embalagem super colorida, mas não gostou de seu efeito. Por fim, acabou dizendo que não repetiria essa experiência, pelo fato de ter gasto dinheiro à toa.
    
Usados e aprovados
Em contrapartida, Esther destaca que gostou muito de uma linha vintage, cujo a qual adquiriu por conta da atratividades de sua embalagem. “As maquiagens desta linha são muito boas e a aplicação é muito fácil. São produtos pequenos, de bolsa, e fáceis de carregar. Todos os itens vêm com espelho, o que ajuda bastante. Além disso, são bem bonitos e delicados”, relata, demonstrando certa surpresa pelo fato desta marca não fazer parte do rol das principais da categoria, mas ter apresentado qualidade. Ela relatou ainda a experiência de ter usado uma máscara de uma marca polonesa, cujas cerdas eram curtas e separadas, o que, na visão dela, auxiliou muito no resultado final.
    
Gabriela, por sua vez, aprova a praticidade de sua base em formato rollon. Ela usa para afinar o nariz e fazer as marcações no rosto, e gosta muito do efeito final. Ela também explica a funcionalidade de seu pó. “Eu uso um que tem dois compartimentos, e no segundo, vem com uma esponjinha. Eu acho bem prático, porque daí não preciso ficar carregando aplicador separadamente”, exemplifica.

Segundo Talita Felipe Silva, que já trabalhou como maquiadora, as melhores embalagens para produtos líquidos são as que possuem válvulas pump, por facilitarem o manuseio na hora da aplicação. “Você consegue pegar uma quantidade boa e não faz tanta sujeira, como aquelas bases de rosquear, por exemplo, que geralmente derramam e acaba até perdendo o produto”, comenta. A jovem confessa que também já comprou produtos pela beleza das embalagens, mas continuou usando-os porque sua qualidade era boa.
    
A melhorar
O fato de algumas marcas estarem fabricando esmaltes com novos pincéis, menores e mais finos, não tem agradado Esther. Na opinião dela, essa nova tendência é ruim, pois o produto espalha menos, dificultando seu uso. “É muito ruim para passar na unha, ou fica com bolinha ou seca a metade, mudando a coloração”, cita.
Já a estudante Sueini Liliam Almeida citou ter problema com embalagens de gloss, que, por serem mais moles, nem sempre liberam a quantidade ideal para o uso. Segundo ela, às vezes sai demais, às vezes de menos. “Antes eu usava mais, mas agora prefiro o batom porque a embalagem é melhor”, justifica. Ela ainda explica que não chegou a parar de usar o gloss totalmente, pois o produto em si era de qualidade, mas não esconde que ele não faz mais parte de sua preferência.
    
De acordo com Talita, ela não compraria uma base cujo o pote possui tampa rosqueável, mesmo se o produto em si fosse bom. “O ponto negativo é o desperdício, já que você não consegue utilizar 100% da base, pois sempre fica um restinho no fundo”, pontua. Ela acredita que este item deixa de ser funcional por esse motivo, mas que poderia melhorar se viesse com pincel de aplicação, ou um dosador.
    
Entre amigas
Todas as entrevistadas contaram que o assunto “beleza e maquiagem” é recorrente em suas “rodinhas de conversa” entre amigas e familiares. Elas dão dicas, fazem reclamações e até mesmo indicam produtos que gostaram de usar. “Minha última compra foi a de um batom que minha amiga indicou, e agora eu também estou gostando”, revela Sueini. “É mais fácil conversar com uma pessoa que já teve alguma experiência com o produto”, acrescenta. Ou seja, a troca de informações é intensa, a ponto de interferir na escolha da compra das maquiagens. E este é um ponto que deve ser bastante considerado pelos fornecedores de embalagem, afinal, é de confiança que estamos falando.

São duas vertentes. A primeira é que se uma pessoa deixa de usar um produto porque alguém o criticou, quer dizer que ela realmente confia neste outro, a ponto de nem sequer dar a chance de experimentar o item citado. A outra questão é que, caso a empresa tenha conseguido estabelecer um elo de confiança com o consumidor, para esta ligação se romper basta apenas uma experiência negativa com a embalagem, por exemplo. Isto pode acarretar no pior pesadelo possível para uma companhia.
    
As nossas entrevistadas nesta ocasião acreditam que, para um produto de maquiagem ser considerado realmente bom, a embalagem deve ser pelo menos regular, bem como sua qualidade. Para torná-lo ideal, estes dois atributos devem dividir a responsabilidade quanto à satisfação. “Ás vezes o produto é caro, mas não justifica a embalagem, pois ela não presta. A consumidora quer uma embalagem que seja funcional”, explica Talita.



Não é difícil agradar ao consumidor

“Não é fácil agradar ao consumidor!” Quantas vezes já ouvi essa frase...

Mas quem é o consumidor? O que ele quer? O consumidor sou eu. É você. Queremos uma solução para a nossa necessidade. Qualquer que seja ela: um primer para olhos já cansados; ou uma base mais seca, para uma pele mais jovem; ou ainda um hidratante para pele sensível; entre outras tantas necessidades.

O fato é que, ao buscarmos por uma solução, não nos preocupamos (e nem queremos ter essa preocupação) se ela será com uma válvula “de último tipo”, ou em um tubo “mega-plus-power”. Apenas queremos algo que resolva nosso problema. Algo único – uma solução!

A questão é que muitas vezes a encontramos dentro de um “cubo mágico”. E aí, temos de resolver o cubo para extraí-la.

O desenvolvimento de um produto – que será uma solução, a meu ver – deve ser pensado de maneira que a embalagem promova o suporte para que o produto demonstre todo o seu potencial, toda a sua performance. Ideias magníficas de soluções para o consumidor, muitas vezes não alcançam o sucesso merecido por causa da falta de suporte da embalagem.

A embalagem perfeita é aquela que consegue unir, literalmente, o útil ao agradável. É quando o produto cumpre o seu papel – soluciona o nosso problema sem termos de nos lembrar da embalagem. A embalagem é o veículo da experiência. Ela funciona como uma Relações Púbicas, que causa a primeira impressão e, a partir daí, vai ajudar na construção da história desse produto.

Fica claro pra mim, enquanto consumidora, a seguinte matriz: quanto mais o desenvolvimento da embalagem for pensado para atender à performance do produto, maior a probabilidade da solução ser um sucesso. E nós, enquanto consumidores, agradecemos.

* Jenifer Vieira é gerente de  Marketing da Cusman

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