Um homem da venda direta

Um homem da venda direta
Sandro Rodrigues fundou a Hinode com os seus Pais há 27 anos. E nos últimos anos reinventou a companhia colocando-a em um patamar de destaque na indústria brasileira       


A relação de Sandro Rodrigues com a venda direta é anterior ao próprio início da sua trajetória profissional. Aos 12 anos, já andava por toda a cidade com a mãe, fazendo a entrega dos pedidos de uma marca de venda direta. Exceto por um pequeno hiato entre os 14 e 17 anos, quando trabalho na Porto Seguros, aonde entrou como office-boy, o empresário nunca esteve fora do canal. “Acho que nunca me imaginei fora da venda direta. Venda direta é gente, relacionamento, é tudo que eu mais gosto”, diz o empresário.

Sandro está na Hinode desde o início do negócio, 27 anos atrás, quando deixou a Porto Seguro para fundar a empresa com os pais, Francisco e Adelaide Rodrigues, dois experientes profissionais da venda direta, que resolveram empreender e desenvolver uma marca de cosméticos totalmente nova. Como boa parte das empresas de cosméticos nacional, a Hinode começou na garagem da família Rodrigues e a rotina do sócio mais jovem era bastante organizada. “Eu envasava produtos pela manhã, separava os pedidos à tarde e entregava-os à noite”, lembra. Como os pais sempre foram da área de vendas, foi ele quem ficou com a maior parte da responsabilidade sob a gestão da nova empresa e, ao longo da vida, fez de tudo um pouco. Passou pela fábrica, produção, finanças... “Fiz cobrança, plano comercial, fui a muita reunião que não tinha ninguém e eu voltava para casa, com a minha pastinha, embaixo do braço.”

Ao longo se sua trajetória, Sandro aprendeu muito lendo, pesquisando e, principalmente, com muito trabalho no dia a dia, empiricamente, fazendo. Ele deu o primeiro treinamento solo – sem a presença dos pais, em Maceió, aos 17 anos. O empresário tem um trinômio simples para explicar o seu estilo de liderança, que ele tenta replicar para todas as pessoas que trabalham com ele. Paixão, Crença e Atitude. “Você precisa ter paixão por aquilo que faz, para que você possa ter uma crença. Com a crença naquilo, você vai ter condições de ter a atitude para fazer acontecer”.
Sandro é, em tempo integral, o homem da venda direta, aquela figura cativante, capaz de atrair a atenção, arrebatar e engajar as pessoas em um sonho. Parece fácil ao assistir a uma apresentação sua, mas sabemos que não é. São raríssimos no mercado os profissionais que conseguem desempenhar esse papel com tamanha maestria. A Hinode tem uma missão muito forte e que é a essência do negócio da empresa: oferecer oportunidade para as pessoas mudarem de vida. E para aproveitar as oportunidades é preciso que as pessoas acreditem em uma grande visão, reconhecendo que a história da empresa é o que move o negócio. Engajar pessoas nessa visão é um dos grandes trabalhos de Sandro, que se sente extremamente recompensado quando é abordado nas convenções da empresa por consultores lhe dizendo que “a Hinode mudou a vida dele, que ele reconquistou a dignidade, que ganhou o primeiro dinheiro com a revenda... Isso para mim não tem preço.”

Antes do Paraíso tinha uma provação
Por pouco mais de 20 anos, a Hinode operou como uma empresa de venda direta clássica, no modelo mononível. Mas o negócio parecia não avançar, tanto que a Hinode viu o sue faturamento – que já não era dos maiores, começar a cair. Foi a deixa para mudar os rumos do negócio. Após muita pesquisa e estudos, em 2008, a Hinode resolveu se estabelecer como uma operação multinível. Esse foi um daqueles momentos onde a empresa e os seus líderes foram colocados à prova.  Em nenhum momento da sua história, Sandro ou seus familiares acharam que o negócio não tinha solução e que poderiam entregar os pontos, mas já enfrentaram momentos muito difíceis, daqueles em que se entrega tudo nas mãos de Deus. Foi essa a situação por um bom período entre 2008 e 2012, com a mudança para o multinível. “Eu sei o que é deserto. O nosso faturamento chegou a cair 90%”, recorda Sandro, que precisou da parceria e do apoio dos funcionários para sobreviver a esse período. “Tenho gente que esta com a Hinode desde o início, que teve o salário reduzido pela metade e mesmo assim ficou com a gente, por isso que não pensamos em desistir jamais”, diz Sandro. Se é nas dificuldades que os grandes homens são forjados, foi sem dúvida uma provação que levou os Rodrigues a aportarem inclusive o próprio patrimônio conquistado ao logo de mais de duas décadas no negócio, para mantê-lo vivo. E, se depois da tempestade vem a bonança, desde 2012 a Hinode é uma empresa reinventada, com um faturamento cerca de dez vezes maior do que no início da década. O presidente da empresa, Sandro, demonstrou liderança e coragem para mudar os rumos do negócio e, principalmente, para manter o plano traçado, mesmo quando os resultados iniciais não pareceram os mais animadores possíveis. Outros em seu lugar não teriam dúvidas em abortar o plano. Hoje, Sandro é um ídolo dentro da rede de revendedores da Hinode.

Olhando para trás, ainda que não tivesse a dimensão exata do tamanho que o negócio teria, Sandro sempre enxergou na Hinode, o potencial para ser uma das grandes empresas no setor. E já que chegaram até aqui, porque não ir além?  “Claro que não vamos ser uma Natura, um O Boticário amanhã. Mas estamos caminhando para ser uma força, uma marca forte. Nos próximos três anos, enxergo a Hinode como uma das marcas mais conhecidas do país”, aposta Sandro, que não se vê em outro lugar que não a empresa que ele ajudou a criar, 27 anos atrás. “Eu amo esse negócio. Costumo dizer que ninguém ama mais a Hinode do que eu. Meu pai e minha mãe podem amar como eu amo, mas não mais”, conclui.

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