Especial Skincare - Rosto conhecido

Estudo da Mintel mostra a importância de se ter conhecimento a respeito do perfil do consumidor de cada canal, para que as empresas que atuam com produtos para o rosto possam aumentar suas vendas
 

Apesar de quase metade do valor de vendas de produtos para o rosto no varejo brasileiro ser atribuído às empresas de venda direta, apenas 31% dos consumidores desses itens (excluindo usuários exclusivos de sabonetes), citam usar as revendedoras deste canal quando fazem suas compras. Por outro lado, 76% adquiriram produtos em canais convencionais de varejo, que incluem supermercados, farmácias e lojas locais. Foi o que detectou o recém-lançado relatório da Mintel “Cuidados com a Pele do Rosto”.

Canais de varejo, formado por farmácias, supermercados, etc, têm uma penetração maior, devido à sua fácil acessibilidade e variedade de marcas disponíveis. As farmácias formam o canal mais popular para a compra de produtos para o rosto (47% de consumidores de produtos para o rosto, excluindo usuários exclusivos de sabonete, compram neste canal), seguido de supermercados (35%). As franquias ficam em terceiro lugar no varejo, mas com apenas 9% de consumidores. As revendedoras do canal venda direta são usadas por 31% dos usuários de produtos de cuidados com a pele do rosto.

A fim de ajudar a aumentar a penetração dos produtos anti-idade, que tradicionalmente têm preço mais elevado do que produtos básicos para o rosto, as marcas vendidas em supermercados e farmácias poderiam se concentrar em desenvolver versões de mais baixo custo, com material promocional e de marketing com informações claras para garantir que os consumidores conheçam os benefícios e adequação dos produtos. É provável que isso atraía os consumidores que compram da venda direta, nos quais 55% de usuários de produtos anti-idade compram seus produtos.

Por outro lado, as companhias de venda direta poderiam concentrar-se em se especializar em dermocosméticos, que podem ser comercializados a preços mais altos do que produtos anti-idade convencionais, e se encaixariam ao estilo de venda de consultoria do canal: três quartos dos usuários de produtos de cuidados com a pele do rosto gostam de receber recomendações ou uma segunda opinião na hora da compra.

Tiros certeiros
As marcas Nivea e Avon utilizaram esta estratégia em 2013. A primeira, que é vendida em supermercados e farmácias, lançou uma linha de produtos anti-idade com o ingrediente Q10, com estratégias de comunicação em canais de TV para uma máxima exposição, e a Avon lançou o seu primeiro produto de dermocosméticos dentro de sua linha Renew.

Os dois principais canais de varejo – farmácia e supermercados – atraem mais os homens, as faixas etárias mais novas e as classes médias e baixas, devido ao fácil acesso e estilo informal de varejo.

Já a venda direta atrai principalmente as mulheres de mais idade (com três em cada dez usuárias de produtos para o rosto acima de 45 anos, incluindo usuários exclusivos de sabonete, comprando no canal), mas sem diferença em relação às classes econômicas. Entretanto, é provável que as empresas de venda direta estejam se beneficiando da população feminina de mais idade no Brasil, com uma expectativa de crescimento daquelas com idade acima de 45 anos de 15% entre 2013 e 2018. É provável que isso seja um resultado do tempo prolongado das mulheres no mercado de trabalho com um poder aquisitivo maior.


Para ter acesso a mais dados e informações sobre este ou outro relatório da Mintel, entre em contato com a Mintel Brasil pelo telefone 0800 095 9094 ou pelo e-mail brasil@mintel.com

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